quinta-feira, maio 18, 2006
sábado, março 18, 2006
The Constutition...or the Bible?
On Wednesday, March 1st, 2006, in Annapolis
at a hearing on the proposed Constitutional
Amendment to prohibit gay marriage, Jamie
Raskin, professor of law at AU, was requested
to testify.
At the end of his testimony, Republican Senator
Nancy Jacobs said: "Mr. Raskin, my Bible says
marriage is only between a man and a woman.
What do you have to say about that?"
Raskin replied: "Senator, when you took your
oath of office, you placed your hand on the Bible
and swore to uphold the Constitution. You did
not place your hand on the Constitution and
swear to uphold the Bible."
The room erupted into applause.
Às vezes gostava de ter o sangue frio e o raciocinio rápido de algumas pessoas. Eu precisaria de pelo menos meia hora para me sair com uma resposta destas...
at a hearing on the proposed Constitutional
Amendment to prohibit gay marriage, Jamie
Raskin, professor of law at AU, was requested
to testify.
At the end of his testimony, Republican Senator
Nancy Jacobs said: "Mr. Raskin, my Bible says
marriage is only between a man and a woman.
What do you have to say about that?"
Raskin replied: "Senator, when you took your
oath of office, you placed your hand on the Bible
and swore to uphold the Constitution. You did
not place your hand on the Constitution and
swear to uphold the Bible."
The room erupted into applause.
Às vezes gostava de ter o sangue frio e o raciocinio rápido de algumas pessoas. Eu precisaria de pelo menos meia hora para me sair com uma resposta destas...
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
sábado, fevereiro 18, 2006
E é tudo
A partir do momento em que soube que os cartoons dinamarqueses thinam sido publicados, em Outubro, no Egipto, sem qualquer polêmica, qualquer discussão sobre este tema deixou de fazer sentido.
Além do mais sempre gostei do Lego.
Além do mais sempre gostei do Lego.
Etiquetas: Cartoons, Laicidade, Liberdade de Expressão, O Mundo, Religião
segunda-feira, abril 12, 2004
MediaWatch- Laicidade
A propósito do projecto "Bíblia Manuscrita Jovem": "Em termos globais, da laicidade do Estado não decorre, necessariamente, a laicidade da escola. Numa sociedade democrática, a escola terá que ser plural e situada culturalmente. Em relação à constitucionalidade da temática, é verdade que o Estado democrático não pode, nem deve, programar a educação "segundo quaisquer directivas ideológicas, sociais, políticas ou religiosas" (Constituição Portuguesa, artigo 43). Mas isso não significa que a escola seja neutra, pois nenhum projecto educativo é neutro: a educação tem intencionalidade." (Cartas ao Director do Público 11/04/2004).
Eduardo Nuno Fonseca está completamente errado. A laicidade da escola não decorre necessáriamente do estado se a escola não for estatal. Sendo estatal a escola tem de ser laica. Não me sinto verdadeiramente à vontade para comentar o projecto "Bíblia Manuscrita Jovem" porque não estou muito familiarizado com ele, mas a participação do estado nele preocupa-me porque a laicidade é algo que nunca foi verdadeiramente praticado em Portugal basta ver a Concordadata e a lei de liberdade religiosa. Porque é que em vez da Biblia não é o Corão, as Sutras, o Tao, ou melhor ainda por adequado à nossa cultura, a constituição portuguesa?
Eduardo Fonseca continua dizendo que "Muito cuidado com a novidade de que o laicismo se torne doravante a religião veiculada no contexto educativo, na medida em que existe uma suspensão do vector religioso na existência humana. Outra verdade também é que o Estado não é laico (i.e., proibido de assumir um qualquer credo) exclusivamente perante o fenómeno religioso. É igualmente laico perante muitas outras opções educativas. Será que as escolas devem permanecer impermeáveis a qualquer gota que constitua uma directriz passível de ser incorporada nos projectos educativos? Não estará o Estado a transformar-se num obstáculo inconstitucional às liberdades, que são defendidas na Carta Magna da nossa nação? O conhecimento e a importância do fenómeno religioso e a sua influência, na cultura e na civilização, interessam a todos, independentemente de serem crentes ou descrentes." e creio que a melhor resposta que poderia ter se encontra na carta de Luis Mateus publicada no mesmo jornal "Se a laicidade visa impedir que o "espaço público" - isto é, o "espaço de todos" - possa ser de alguma forma controlado por um qualquer grupo social dominante (tenha ele uma matriz ideológica, religiosa ou outra) e, por essa via, visa assegurar uma efectiva possibilidade universal de acesso ao seu uso e fruição, recear que o laicismo se possa transformar numa "religião dominante" constitui um completo absurdo: o Estado deve efectivamente ser laico e garantir a laicidade do espaço público, precisamente para permitir que a sociedade possa ser plural e que, na sua totalidade, dele possa plenamente beneficiar."
Eduardo Nuno Fonseca está completamente errado. A laicidade da escola não decorre necessáriamente do estado se a escola não for estatal. Sendo estatal a escola tem de ser laica. Não me sinto verdadeiramente à vontade para comentar o projecto "Bíblia Manuscrita Jovem" porque não estou muito familiarizado com ele, mas a participação do estado nele preocupa-me porque a laicidade é algo que nunca foi verdadeiramente praticado em Portugal basta ver a Concordadata e a lei de liberdade religiosa. Porque é que em vez da Biblia não é o Corão, as Sutras, o Tao, ou melhor ainda por adequado à nossa cultura, a constituição portuguesa?
Eduardo Fonseca continua dizendo que "Muito cuidado com a novidade de que o laicismo se torne doravante a religião veiculada no contexto educativo, na medida em que existe uma suspensão do vector religioso na existência humana. Outra verdade também é que o Estado não é laico (i.e., proibido de assumir um qualquer credo) exclusivamente perante o fenómeno religioso. É igualmente laico perante muitas outras opções educativas. Será que as escolas devem permanecer impermeáveis a qualquer gota que constitua uma directriz passível de ser incorporada nos projectos educativos? Não estará o Estado a transformar-se num obstáculo inconstitucional às liberdades, que são defendidas na Carta Magna da nossa nação? O conhecimento e a importância do fenómeno religioso e a sua influência, na cultura e na civilização, interessam a todos, independentemente de serem crentes ou descrentes." e creio que a melhor resposta que poderia ter se encontra na carta de Luis Mateus publicada no mesmo jornal "Se a laicidade visa impedir que o "espaço público" - isto é, o "espaço de todos" - possa ser de alguma forma controlado por um qualquer grupo social dominante (tenha ele uma matriz ideológica, religiosa ou outra) e, por essa via, visa assegurar uma efectiva possibilidade universal de acesso ao seu uso e fruição, recear que o laicismo se possa transformar numa "religião dominante" constitui um completo absurdo: o Estado deve efectivamente ser laico e garantir a laicidade do espaço público, precisamente para permitir que a sociedade possa ser plural e que, na sua totalidade, dele possa plenamente beneficiar."
Etiquetas: Laicidade

