sábado, maio 19, 2007
sábado, abril 07, 2007
sábado, março 24, 2007
Naturally the common people don't want war; neither in Russia, nor in England, nor in America, nor in Germany. That is understood. But after all, it is the leaders of the country who determine policy, and it is always a simple matter to drag the people along, whether it is a democracy, or a fascist dictatorship, or a parliament, or a communist dictatorship. ...Voice or no voice, the people can always be brought to the bidding of the leaders. That is easy. All you have to do is to tell them they are being attacked, and denounce the pacifists for lack of patriotism and exposing the country to danger. It works the same in any country.
Hermanm Göring, durante os julgamentos de Nurenberga.
Hermanm Göring, durante os julgamentos de Nurenberga.
domingo, janeiro 22, 2006
Contra-voto
Pela primeira vez desde que adquiri o direito de voto, fiz aquilo que na realidade é um conta-voto. Mais que tudo acredito que Cavaco Silva é precisamente aquilo que o país não precisa.
Infelizmente uma maioria significativa da população portuguesa parece padecer de problemas de memória. Apenas posso desejar que não paguemos todos por esse erro.
Mas pior que a vitória de Cavaco foi o resultado de Manuel Alegre. Como é que um homem que ao longo de todo este processo demonstrou uma notável falta de preparação, ideias, e sentido de Estado conseguiu obter melhor resultado que Mário Soares? Mário Soares merecia algo melhor que isto.
Diga-se de passagem que os discurso pós-eleitorais the Francisco Louçã e de Jerónimo de Sousa também foram um nojo. Louçã pelo moralismo, Jerónimo porque uma derrota menos expressiva não deixa de ser uma derrota.
Espero que a direita e o governo estejam contentes por obterem o resultado pelo qual tanto lutaram, embora tema que o país possa vir a pagar bem caro por isso.
Antes que, neste dia infausto, o sol se ponha
O Dia
Um dia de deglutição difícil
L’emballement du fado de l’alternance
Portugal busca salvador
24 de Abril
Infelizmente uma maioria significativa da população portuguesa parece padecer de problemas de memória. Apenas posso desejar que não paguemos todos por esse erro.
Mas pior que a vitória de Cavaco foi o resultado de Manuel Alegre. Como é que um homem que ao longo de todo este processo demonstrou uma notável falta de preparação, ideias, e sentido de Estado conseguiu obter melhor resultado que Mário Soares? Mário Soares merecia algo melhor que isto.
Diga-se de passagem que os discurso pós-eleitorais the Francisco Louçã e de Jerónimo de Sousa também foram um nojo. Louçã pelo moralismo, Jerónimo porque uma derrota menos expressiva não deixa de ser uma derrota.
Espero que a direita e o governo estejam contentes por obterem o resultado pelo qual tanto lutaram, embora tema que o país possa vir a pagar bem caro por isso.
Antes que, neste dia infausto, o sol se ponha
O Dia
Um dia de deglutição difícil
L’emballement du fado de l’alternance
Portugal busca salvador
24 de Abril
sexta-feira, dezembro 02, 2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
A culpa é minha...
O João Miranda acha que eu sou uma das razões porque não se pode formar um partido liberal em Portugal. Admito, é verdade:
O João Miranda não acredita no direito de associação (pelo menos dos homossexuais), mas sou eu que impeço a formação de um partido Liberal.
O João Miranda acredita que o Criacionismo é uma teoria cientifica com o mesmo valor que que o evolucionismo, mas sou eu que impeço a formação de um partido liberal.
O João Miranda é contra a Liberdade de expressão (pelo menos dos homossexuais), mas eu é que impeço a formação de um partido liberal.
O João Miranda é contra a liberdade de movimentação (pelo menos das pessoas extra-europeias), mas sou eu que estou contra a formação de um partido liberal.
O João Miranda nunca parece ter movido um dedo para formar um partido liberal (e ser na realidade contra a formação de um, porque seria uma contradição de termos), mas sou eu que estou contra a formação de um partido liberal.
PS. Já não tenho a certeza, mas penso que o João Miranda também era contra a entrada da Turquia na UE, e contra sançoes por razões de Direitos Humanos contra a China, mas tenho a certeza que ele tinha excelentes razões "Liberais" para tal...
PS. II Infelizmente o João Miranda também já tem um historial de se tentar fazer de vitima quando as suas opiniões são criticadas por outros. Geralmente acusa-os de falta de tolerância. É justo. Se ele acha que as suas opiniões são absolutamente certas, e sendo contra o relativismo (o que é que quer que isso seja) como é, não poderia deixar de achar estar a ser perseguido de forma injusta por forças opressoras e anti-democráticas quando é criticado.
O João Miranda não acredita no direito de associação (pelo menos dos homossexuais), mas sou eu que impeço a formação de um partido Liberal.
O João Miranda acredita que o Criacionismo é uma teoria cientifica com o mesmo valor que que o evolucionismo, mas sou eu que impeço a formação de um partido liberal.
O João Miranda é contra a Liberdade de expressão (pelo menos dos homossexuais), mas eu é que impeço a formação de um partido liberal.
O João Miranda é contra a liberdade de movimentação (pelo menos das pessoas extra-europeias), mas sou eu que estou contra a formação de um partido liberal.
O João Miranda nunca parece ter movido um dedo para formar um partido liberal (e ser na realidade contra a formação de um, porque seria uma contradição de termos), mas sou eu que estou contra a formação de um partido liberal.
PS. Já não tenho a certeza, mas penso que o João Miranda também era contra a entrada da Turquia na UE, e contra sançoes por razões de Direitos Humanos contra a China, mas tenho a certeza que ele tinha excelentes razões "Liberais" para tal...
PS. II Infelizmente o João Miranda também já tem um historial de se tentar fazer de vitima quando as suas opiniões são criticadas por outros. Geralmente acusa-os de falta de tolerância. É justo. Se ele acha que as suas opiniões são absolutamente certas, e sendo contra o relativismo (o que é que quer que isso seja) como é, não poderia deixar de achar estar a ser perseguido de forma injusta por forças opressoras e anti-democráticas quando é criticado.
Etiquetas: Hipócrisia, Liberalismo, Política
quinta-feira, novembro 10, 2005
Expliquem lá isto.
Ontem foi feita a discussão do orçamento de estado.
Ontem foi marcada uma manifestação de estudantes em Lisboa em protesto contra as leis do Ensino Superior incluindo a lei de financiamento.
Até aqui tudo bem.
Agora só gostaria que me explicassem porque é que a manifestação foi marcada para a frente do Ministério da Ciência e Ensino Superior em vez da mais costumeira, e ontem claramente mais importante, Assembleia da República. Alguém consegue explicar?
Ontem foi marcada uma manifestação de estudantes em Lisboa em protesto contra as leis do Ensino Superior incluindo a lei de financiamento.
Até aqui tudo bem.
Agora só gostaria que me explicassem porque é que a manifestação foi marcada para a frente do Ministério da Ciência e Ensino Superior em vez da mais costumeira, e ontem claramente mais importante, Assembleia da República. Alguém consegue explicar?
Etiquetas: AAC, Ensino Superior, Movimento Estudantil, Política
quinta-feira, setembro 08, 2005
quarta-feira, junho 16, 2004
quinta-feira, maio 27, 2004
Eleições Europeias
Um destes dias aterrei por acaso no meio duma acção de campanha do BE para as eleições europeis. No geral não tenho gostado da campanha, os conteúdos discutido pouco ou nada tém a ver com a UE, mas sim na acção governativa do PSD, com uma linguagem do mais básico e popularucho que há, com o habitual recurso ao futebolês, e sinceramente tal como, creio, a maior parte dos portugueses não me apercebo do verdadeiro significado destas eleições.
No entanto houve algumas coisa que realmente me chamaram a atenção no discurso de Miguel Portas. Por um lado foi a desconstrução que fez das ideias por trás do discurso da competitividade e crescimento económico, nomeadamento utilizando, não sei se intencionalmente, a expressão "Capitalismo Americano", que me pôs realmente a pensar na ideia de capitalismo e no facto como de facto ele não existe pelo menos no modo em que é idealizado. Se virmos o caso de Portugal, com a possível excepção das comunicações móveis que podem constituir um oligopólio, existem na realidade uma série de monopólios, alguns de estado (eventualmente em vias de privatização), outros privados, e em lado nenhum do mundo os mercados são verdadeiramente livres e auto-regulados. Esta expressão parece-me também conter implicada a ligação da filosofia política americana com a ética de trabalho protestante e noção que frequentemente lhe está associada da predestinação divina tão caracteristica do estado Americano (que, se não me engano, não é constitucionalmente laico).
Finalmente e em resposta a um militante que criticou a acção PS, portas lançou quanto a mim a ideia verdadeiramente subversiva de que o objectivo do BE era ganhar eleições (algo que não era conseguido com esse tipo de discurso), apresentando para isso projectos lei que frequentemente são bem menos à esquerda que o postura pública do partido parece indiciar e um discurso que tenha não só em conta a realidade, mas também a percepção que o eleitorado tem desta. O aspecto verdadeiramente subversivo desta ideia, quanto a mim, está no facto de ser verdadeiramente inesperada num partido ideológico como é BE. É de facto o tipo de discurso que rege partidos não ideológicos como o PSD "O importante é ganhar eleições!".
No entanto houve algumas coisa que realmente me chamaram a atenção no discurso de Miguel Portas. Por um lado foi a desconstrução que fez das ideias por trás do discurso da competitividade e crescimento económico, nomeadamento utilizando, não sei se intencionalmente, a expressão "Capitalismo Americano", que me pôs realmente a pensar na ideia de capitalismo e no facto como de facto ele não existe pelo menos no modo em que é idealizado. Se virmos o caso de Portugal, com a possível excepção das comunicações móveis que podem constituir um oligopólio, existem na realidade uma série de monopólios, alguns de estado (eventualmente em vias de privatização), outros privados, e em lado nenhum do mundo os mercados são verdadeiramente livres e auto-regulados. Esta expressão parece-me também conter implicada a ligação da filosofia política americana com a ética de trabalho protestante e noção que frequentemente lhe está associada da predestinação divina tão caracteristica do estado Americano (que, se não me engano, não é constitucionalmente laico).
Finalmente e em resposta a um militante que criticou a acção PS, portas lançou quanto a mim a ideia verdadeiramente subversiva de que o objectivo do BE era ganhar eleições (algo que não era conseguido com esse tipo de discurso), apresentando para isso projectos lei que frequentemente são bem menos à esquerda que o postura pública do partido parece indiciar e um discurso que tenha não só em conta a realidade, mas também a percepção que o eleitorado tem desta. O aspecto verdadeiramente subversivo desta ideia, quanto a mim, está no facto de ser verdadeiramente inesperada num partido ideológico como é BE. É de facto o tipo de discurso que rege partidos não ideológicos como o PSD "O importante é ganhar eleições!".
Etiquetas: BE, Eleições Europeias, Política
segunda-feira, maio 17, 2004
Manuel Alegre no Público
Um excerto que achei interessante no artigo de Manuel Alegre
"No seu recente livro ( A escolha de Pascal ), Jacques Julliard, citando André Froissard, refere-se à esquerda que não acredita no pecado original ( e por isso cai frequentemente no angelismo ) e à direita que não acredita na redenção ( e por isso se recusa a pensar a ordem do político ). E a certo passo afirma: "A cada momento, a História pode descambar no pior, e não apenas por pequenas regressões (...) mas por uma formidável, fundamental e súbita recaída no inumano." É o que leva o autor a considerar que o facto de a Alemanha, o país mais avançado do século XIX, ter produzido o horror absoluto, nos obriga a "desembaraçar-nos do optimismo democrático." Na verdade, julgou-se que depois de Auschwitz, nada podia ser pior. Mas seguiu-se o Gulag, o embuste da revolução cultural chinesa com o seu cortejo de tragédias, o Cambodja, o Ruanda. E também Sharon e o novo muro da vergonha. E agora o Iraque. "O mal existe", escreve Julliard. E acrescenta: "Ao contrário do que pensam os arrogantes senhores actuais da América, o futuro da democracia não está assegurado no mundo. Sobretudo se for deixado nas suas mãos." "
"No seu recente livro ( A escolha de Pascal ), Jacques Julliard, citando André Froissard, refere-se à esquerda que não acredita no pecado original ( e por isso cai frequentemente no angelismo ) e à direita que não acredita na redenção ( e por isso se recusa a pensar a ordem do político ). E a certo passo afirma: "A cada momento, a História pode descambar no pior, e não apenas por pequenas regressões (...) mas por uma formidável, fundamental e súbita recaída no inumano." É o que leva o autor a considerar que o facto de a Alemanha, o país mais avançado do século XIX, ter produzido o horror absoluto, nos obriga a "desembaraçar-nos do optimismo democrático." Na verdade, julgou-se que depois de Auschwitz, nada podia ser pior. Mas seguiu-se o Gulag, o embuste da revolução cultural chinesa com o seu cortejo de tragédias, o Cambodja, o Ruanda. E também Sharon e o novo muro da vergonha. E agora o Iraque. "O mal existe", escreve Julliard. E acrescenta: "Ao contrário do que pensam os arrogantes senhores actuais da América, o futuro da democracia não está assegurado no mundo. Sobretudo se for deixado nas suas mãos." "
Etiquetas: Manuel Alegre, O Mundo, Política



